Depois de “Canções para Ouvir Após a Meia-Noite” e “Marinho” , a banda cuiabana de ska reggae Sem Nau anuncia o lançamento de seu terceiro álbum, Migalhas, encerrando uma trilogia que atravessa música, literatura e memória afetiva.
O projeto nasceu a partir de uma narrativa ficcional construída por Antonio Archangelo, que assina todas as composições e a produção do novo disco. A história gira em torno de um amor de verão intenso e efêmero, vivido com a personagem Cris — apresentada no primeiro álbum e expandida no livro Para Nunca Esquecer de Mim, obra que aprofunda o universo lírico da trilogia.
Se no início havia descoberta e encantamento, e no segundo momento a travessia emocional ganhava contornos mais densos, Migalhas surge como o capítulo final: o depois. O que sobra quando tudo termina. O que permanece quando a presença vira ausência.
O álbum reúne 14 faixas que funcionam como fragmentos dessa relação — lembranças, arrependimentos, desejos interrompidos e tentativas de ressignificação:
Faixas do álbum:
1. Ainda Gostava de Você
2. Canto do Rouxinol do Agreste
3. Diaba Loira
4. Indecente
5. Como Eu Te Qi
6. Rainha de Sabá
7. Sinto Sua Falta
8. Sonho de Verão
9. Olha Para Mim
10. Chorando no Colchão
11. Stalone do Cerrado
12. Siga
13. Pra Que Te Ver Sofrer?
14. Esta Noite Você Veio Me Ver
Musicalmente, Migalhas mantém as raízes no ska e no reggae, mas incorpora uma atmosfera mais introspectiva e melancólica, refletindo o estado emocional dos protagonistas após o afastamento. As canções transitam entre a leveza rítmica e a densidade lírica, criando um contraste que potencializa a experiência do ouvinte.
📅 O lançamento está marcado para 21 de março de 2026, às 6h (horário de Cuiabá)
🎧 Disponível em Spotify, Apple Music, Amazon Music, YouTube Music, Deezer, TikTok, Instagram e demais plataformas digitais.
Mais do que o encerramento de uma trilogia, Migalhas representa a consolidação de uma assinatura autoral — e também a expansão de um projeto artístico maior. A “banda” Sem Nau, na verdade, integra o conjunto de heterônimos criativos de Antonio Archangelo, que desenvolve múltiplas identidades musicais e narrativas dentro do ecossistema da Uivante Records.
Assim como outros projetos do artista — cada um com estética, voz e proposta própria — Sem Nau funciona como um recorte específico de sensibilidade: melancólica, narrativa e atravessada por afetos fragmentados. Nesse sentido, Migalhas não é apenas o fim de uma história, mas parte de uma arquitetura criativa mais ampla, onde diferentes personas coexistem, dialogam e expandem os limites da autoria.
No fim, a pergunta que o álbum deixa no ar não é sobre o amor que existiu, mas sobre o que fazemos com aquilo que sobra dele.
