A Receita Federal apreendeu 108 quilos de cocaína escondidos em um contêiner refrigerado que seria exportado para o Marrocos, no Norte da África. A droga foi encontrada durante uma operação de busca aduaneira realizada no último sábado (30) em um navio atracado no Porto de Santos, principal corredor de exportação do país.
Os entorpecentes estavam acondicionados em tabletes distribuídos em bolsas esportivas inseridas clandestinamente na carga. Após a confirmação da contaminação, a Polícia Federal foi acionada para conduzir a investigação criminal e os procedimentos de polícia judiciária.
A apreensão representa a sétima ocorrência registrada pela Receita Federal em Santos em 2026 e integra o trabalho permanente de vigilância e repressão ao tráfico internacional de drogas desenvolvido no complexo portuário paulista.
Apesar da nova interceptação, os números mostram uma redução significativa das apreensões nos últimos anos. Dados da Alfândega de Santos indicam que, até o momento, foram apreendidos 1.429 quilos de cocaína em 2026. O volume é inferior ao registrado em anos anteriores, quando as apreensões ultrapassaram 20 toneladas anuais.
O recorde histórico ocorreu em 2019, quando a Receita Federal retirou de circulação 27.053 quilos da droga em 56 operações. Em 2022, o volume chegou a 16.075 quilos e, em 2025, foram apreendidos 7.378 quilos em 18 ações de fiscalização.
Especialistas apontam que oscilações nas apreensões podem refletir mudanças nas rotas utilizadas por organizações criminosas, alterações nas estratégias de ocultação da droga ou maior dispersão logística do tráfico internacional.
O Porto de Santos continua sendo um dos principais alvos das facções criminosas devido à sua posição estratégica no comércio exterior brasileiro. Contêineres destinados à Europa, África e Oriente Médio frequentemente são utilizados por traficantes para tentar enviar cocaína ao exterior misturada a cargas lícitas.
Segundo a Receita Federal, a apreensão foi resultado do trabalho de inteligência aduaneira, monitoramento de cargas e análise de risco realizado pelos auditores e agentes que atuam no porto.
A identidade dos responsáveis pela carga e detalhes sobre o produto exportado não foram divulgados e deverão ser apurados pela Polícia Federal.

Fonte: Receita Federal do Brasil.
